Como regra geral, o imposto de renda devido na fonte sobre rendimentos de pessoas físicas deve ser retido, pela fonte pagadora, por ocasião do pagamento do rendimento, observando-se que:

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a) considera-se pagamento a entrega de recursos pela fonte pagadora, inclusive mediante depósito do rendimento em instituição financeira em favor do beneficiário;

b) quando houver mais de um pagamento, no mês, a um mesmo beneficiário, a fonte pagadora deve proceder ao desconto do imposto por ocasião de cada pagamento, determinando a base de cálculo a partir do somatório dos rendimentos pago no mês, a qualquer título, e compensando o imposto retido por ocasião do(s) pagamento(s) efetuado(s) anteriormente, no mês.

O adiantamento correspondente a determinado mês não estará sujeito a retenção, desde que o restante dos rendimentos seja integralmente pago no próprio mês a que se referirem. Exemplo: se o adiantamento ocorrer no dia 05/jun e o pagamento restante da remuneração ocorrer no dia 25/jun a retenção poderá ocorrer integralmente no dia 25/jun. Todavia, se o adiantamento referir-se a rendimentos que não sejam integralmente pagos no próprio mês, o imposto será calculado de imediato sobre esse adiantamento.

Para efeito da incidência do imposto, serão considerados adiantamentos quaisquer valores fornecidos ao beneficiário, pessoa física, a título de empréstimos, que não preveja cumulativamente a cobrança de encargos financeiros, forma e prazo de pagamento.

Bases:

RIR/1999: art.38, parágrafo único, e 621, §§ 1º e 2º; IN SRF 15/2001: art. 18

REMUNERAÇÃO INDIRETA

De acordo com as disposições fiscais integram a remuneração dos beneficiários a contraprestação de arrendamento mercantil, o aluguel ou os encargos de depreciação de veículos utilizados no transporte de administradores, diretores, gerentes e seus assessores ou de terceiros em relação a pessoa jurídica, bem como imóveis cedidos para uso exclusivo de quaisquer dessas pessoas.

Consideram-se também como remuneração indireta as despesas com benefícios e vantagens concedidos a administradores, diretores, gerentes e seus assessores, pagos diretamente ou através da contratação de terceiros, tais como: (a) a aquisição de alimentos ou quaisquer outros bens para utilização pelo beneficiário fora do estabelecimento da empresa; (b) os pagamentos relativos a clubes e assemelhados; (c) o salário e respectivos encargos sociais de empregados postos a disposição ou cedidos, pela empresa, a administradores, diretores, gerentes e seus assessores ou de terceiros; (d) a conservação, o custeio e a manutenção dos veículos e imóveis mantidos à disposição desse grupo de pessoas.

A falta de identificação do beneficiário da despesa e a não incorporação das vantagens aos respectivos salários dos beneficiários, implicará a tributação exclusiva na fonte dos respectivos valores, a alíquota de trinta e cinco por cento, sendo o rendimento considerado líquido considerado líquido, cabendo o reajustamento do respectivo rendimento bruto e considerando-se vencido o imposto no dia do pagamento da referida importância.

Bases: RIR/1999: arts 622 e 675.
(…)
Matéria editada em 07/11/2012, informações atualizadas no link abaixo

Fonte: Obra – IRF – Imposto de Renda Retido na Fonte, para acessar mais tópicos sobre esse assunto, clique aqui!

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